Irã hoje: protestos, sabotagem, guerra psicológica e o risco real de uma grande guerra

Enquanto a mídia corporativa ocidental insiste em repetir a narrativa de “protestos espontâneos por liberdade” no Irã, o que se revela por trás do véu da propaganda é um cenário muito mais grave: guerra psicológica, infiltração de serviços de inteligência estrangeiros e preparação para um conflito armado de grandes proporções.
A entrevista conduzida pelo professor Glenn Diesen com Seyed Mohammad Marandi, professor da Universidade de Teerã e ex-assessor da equipe de negociações nucleares do Irã, desmonta peça por peça a versão oficial vendida ao público ocidental.
🔴 O roteiro conhecido: sanções, caos econômico e violência dirigida
Marandi explica que o método é sempre o mesmo:
- Sanções econômicas severas → colapso artificial da moeda
- Guerra de informação e desinformação
- Aproveitamento de protestos legítimos
- Infiltração de grupos violentos altamente organizados
- Criação de um “clima de colapso” para justificar intervenção externa
Esse roteiro já foi aplicado na Síria, Líbia, Ucrânia (Maidan), Venezuela e em diversas “revoluções coloridas”.
🔥 O que a mídia não mostra: violência extrema e terrorismo urbano
Segundo Marandi, após protestos inicialmente pacíficos de comerciantes afetados pela queda da moeda, grupos infiltrados iniciaram ataques coordenados:
- Assassinato de mais de 100 agentes da lei
- Pessoas decapitadas, queimadas vivas e espancadas até a morte
- Incêndios em clínicas, ônibus, ambulâncias e caminhões de bombeiros
- Assassinato de uma enfermeira queimada dentro de uma clínica
- Mortes de crianças e civis comuns
👉 Nada disso aparece na mídia ocidental.
🕵️ Mossad, CIA e guerra híbrida
A participação estrangeira não é especulação.
O próprio ex-diretor da CIA, Mike Pompeo, chegou a escrever publicamente:
“Feliz ano novo a todo iraniano nas ruas e também a todo agente do Mossad caminhando ao lado deles.”
Além disso:
- O Mossad publicou mensagens em persa afirmando atuação dentro do Irã
- Redes coordenadas atuavam via Telegram, Twitter e Instagram
- Quando a internet foi cortada, os distúrbios colapsaram imediatamente
➡️ Sem coordenação externa, o caos simplesmente acabou.
🇮🇷 Milhões nas ruas: o que não cabe na narrativa

Enquanto o Ocidente falava em “Irã à beira do colapso”, milhões de iranianos saíram às ruas em todo o país:
- Teerã
- Isfahan
- Tabriz
- Mashhad
- Ahvaz
- E dezenas de outras cidades
Não eram manifestações organizadas por governo:
- Pessoas saíram direto do trabalho
- Gastaram horas em deslocamento
- Defenderam a Constituição e a soberania nacional
👉 Um nível de legitimidade popular que governos europeus não conseguem reproduzir.

⚠️ O risco real: criar o pretexto para a guerra
Marandi é direto:
“Tudo isso sempre teve um objetivo: criar a narrativa necessária para justificar uma guerra contra o Irã.”
Senadores dos EUA, como Lindsey Graham, já falam abertamente em ataques.
Israel defende bombardeios “para libertar o povo iraniano”.
Trump repete informações falsas sobre cidades “tomadas”.
📌 O problema?
O Irã não está fraco — está mais preparado do que nunca.
🌍 O que isso revela sobre o Ocidente
- A chamada “imprensa livre” omite fatos deliberadamente
- Protestos pró-Irã são ignorados
- A violência terrorista é rebatizada de “manifestação pacífica”
- O genocídio em Gaza é normalizado
- Quem denuncia, é silenciado
Como resumiu um comentarista:
“A desinformação virou uma arma de guerra.”
✊ Conclusão: não é sobre democracia — é sobre poder
O caso do Irã não é exceção, é regra.
Não se trata de direitos humanos.
Não se trata de liberdade.
Trata-se de controle geopolítico, fragmentação de Estados soberanos e manutenção da hegemonia.
E, desta vez, o mundo está assistindo mais atento.