A Farsa Global da CIA: Do Irã ao Brasil, a Guerra dos EUA para Controlar o Mundo
📺 Fonte: Jeffrey Sachs: Estamos nos Primeiros Dias da Terceira Guerra Mundial – Glenn Diesen Português
Jeffrey Sachs Alerta: Estamos nos Primeiros Dias da III Guerra Mundial. E o Brasil Já Foi Vítima Dessa Loucura.
O mundo assiste, atônito, à escalada de uma guerra que pode não ter mais volta. O renomado economista Jeffrey Sachs, em entrevista recente ao canal de Glenn Diesen, faz um alerta contundente: “Provavelmente estamos nos primeiros dias da Terceira Guerra Mundial.” O estopim é o ataque orquestrado por Estados Unidos e Israel ao Irã, uma operação de mudança de regime que, como tantas outras na história, não está saindo como planejado e ameaça arrastar todo o planeta para o caos.
Mas o que isso tem a ver com o Brasil? Tudo.
“A política externa americana costuma ser conduzida pela CIA” — Jeffrey Sachs
A análise de Sachs é um tiro no escuro da narrativa oficial. Ele não mede palavras ao descrever a política externa dos EUA como um projeto de hegemonia global levado a cabo por décadas, não por presidentes bem-intencionados, mas por um aparelho de Estado muito específico: a CIA e o complexo militar-industrial. Para Sachs, a diferença é que agora, com um Donald Trump “mentalmente desequilibrado” e com “delírios de um louco” no comando, a máscara caiu. A brutalidade e a intenção de governar o mundo, que antes eram veladas, agora são declaradas abertamente.
A “Doença” Americana: Escolher os Líderes do Mundo
Sachs lembra um fato histórico inconvenientemente esquecido: em 1953, a CIA derrubou o governo democrático do Irã e instalou um xá, um estado policial que durou até 1979, quando a população se revoltou. Ou seja, a crise de hoje é fruto direto da semente plantada pelos EUA há mais de 70 anos. E essa não é uma prática antiga e isolada.
O historiador nos faz uma provocação: por que acreditamos que isso parou? A lógica imperial dos Estados Unidos, de ser o “Leviatã” global (o senhor absoluto, como na filosofia de Hobbes), exige que escolham quem governa os países, estejam eles no Oriente Médio, na Europa ou na América Latina. “A política externa americana costuma ser conduzida pela CIA”, afirma Sachs. E essa condução não segue a lei, não segue a ONU, e certamente não segue a democracia.
O caso mais escancarado na Europa foi em 2014, quando Victoria Nuland (então no governo Obama) foi pega em um grampo escolhendo quem seria o novo primeiro-ministro da Ucrânia após um golpe de estado. O mundo viu, mas nada aconteceu.
E no Brasil, será que foi diferente?
É aqui que a ficha precisa cair. Se a CIA e o “Estado profundo” americano têm um histórico de décadas derrubando governos e impondo líderes que lhes são favoráveis — do Irã (1953), passando pela América Latina (Chile, 1973; Nicarágua, anos 80), chegando à Ucrânia (2014) —, por que o Brasil seria a exceção?
🇧🇷 O QUE JEFFREY SACHS CHAMA DE “COMPORTAMENTO DOS ESTADOS UNIDOS, APENAS A PARTE NORMALMENTE NÃO DITA” É O QUE NÓS, BRASILEIROS, TESTEMUNHAMOS EM 2016.
A construção da narrativa contra um governo legitimamente eleito, a operação midiática sem precedentes e a atuação de um judiciário e um ministério público que agiram como verdadeiros ativistas políticos. A Lava Jato, apelidada por muitos de “Farsa Ajato” , não foi um acidente. Foi um projeto.
Sergio Moro e Deltan Dallagnol não agiram no vácuo. Eles foram as peças locais de um tabuleiro global, instrumentalizados para criminalizar Lula com base em “falsas provas” e interromper um ciclo de governos que ousaram desafiar os interesses imperialistas na América do Sul. O governo Dilma e Lula promoveram a integração regional, fortaleceram o BRICS, questionaram a hegemonia do dólar e defenderam a soberania nacional. Para a lógica hobbesiana dos EUA, isso é inaceitável.
A prisão de Lula e o impeachment de Dilma não foram apenas eventos da política brasileira. Foram a face nacional de uma guerra global da CIA contra qualquer nação que ouse não se curvar ao “imperador” em Washington. A suspeita, mais do que nunca, é de que o roteiro usado no Irã, na Ucrânia e em tantos outros lugares foi duramente ensaiado e executado no Brasil. Moro e Deltan foram os “Yatseniuks” brasileiros, escolhidos para um papel que lhes foi designado pela engrenagem maior do império.
A Europa e o Silêncio dos Cúmplices
Sachs também destila sua crítica à subserviência europeia, que prefere se alinhar à “loucura americana e israelense” a defender o direito internacional. Ele cita o exemplo surreal da Dinamarca, que pode ser a próxima vítima de Trump (com a questão da Groenlândia), mas cujo embaixador na ONU preferiu criticar o Irã a condenar o ataque dos EUA e Israel.
Essa mesma lógica de subserviência se aplica às elites brasileiras que apoiaram o golpe. Preferiram ser vassalos a ter um projeto próprio de nação. Preferiram entregar o pré-sal, alinhar-se a uma política externa belicista e destruir o estado de direito no país a ver o Brasil crescer como nação soberana.
“A Europa perdeu completamente qualquer influência, identidade e senso. O projeto europeu está se desintegrando como um vassalo dos Estados Unidos.” — Jeffrey Sachs
O Futuro é Multipolar ou Será a Guerra?
Sachs conclui com uma reflexão amarga sobre a recusa dos EUA em aceitar um mundo multipolar. A ideia de que é preciso “dominar para haver liberdade” é a justificativa para o caos. Mas a alternativa, como ele bem aponta, existe: cooperação, regras comuns e respeito à soberania. Foi a visão de Franklin Roosevelt, destruída logo após sua morte, e possivelmente de John F. Kennedy, que “provavelmente morreu por sustentar essa crença”, nas palavras do economista.
O que vemos hoje no Irã é o mesmo motor que destruiu a Líbia, que sangra a Síria, que alimenta a guerra na Ucrânia e que, há poucos anos, ceifou a democracia brasileira. Não podemos mais olhar para esses conflitos como isolados. Eles são capítulos do mesmo livro: a tentativa desesperada e criminosa de um império em decadência de manter o controle de um mundo que já não lhe pertence mais.
🇧🇷 O BRASIL PRECISA LEMBRAR: O QUE ACONTECEU CONOSCO EM 2016 É PARTE DA MESMA GUERRA QUE HOJE AMEAÇA EXPLODIR O PLANETA. A “FARSA AJATO” FOI O NOSSO FRONT DOMÉSTICO NESSA BATALHA GLOBAL.
📍 Publicado originalmente em https://id-pc-blog.infodigit-pc.com.br/wp/
Baseado na entrevista de Jeffrey Sachs ao canal Glenn Diesen • 7 de março de 2026